Arquivos de May de 2010

Pólen combate o envelhecimento e ajuda a recuperar energias

O chamado pólen apícola também é rico em vitaminas do complexo B, que ajudam, por exemplo, no funcionamento do sistema nervoso central, na prevenção e tratamento de cataratas.

Edésio Santos é professor de educação física. Ele corre o tempo todo e, nas horas de folga, pratica exercício. De onde vem tanta energia? “Há 15 anos, eu acordo de manhã e a primeira coisa que eu faço é comer o meu pólen”, revela.

EXTRA: confira aqui a receita de biscoito de pólen e gengibre

Ainda em jejum, Edésio come uma colher de pólen puro, um poderoso suplemento alimentar. “Antes de tomar o pólen, parecia que as coisas eram mais pesadas. Eu até desempenhava bem os meus papeis, só que fazia como se fosse um fardo. Hoje, eu faço muito mais coisas do que eu fazia e as coisas são mais leves”, afirma o professor.

Mas que alimento é esse? É comida de abelha e se chama pólen apícola. “O pólen é a principal fonte protéica da abelha. O néctar é a fonte de carboidratos, o pólen é a fonte de proteínas, minerais e lipídeos. Sem ele, o enxame não se desenvolve. Em poucos dias, três, quatro dias, ele pode definhar e morrer”, explica Lídia Barreto, do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.

Depois de pousar de flor em flor e retirar o pólen, as abelhas voltam para a colmeia carregadas. Cada bolota, como dizem os especialistas, ou bolinha amarela presa à pata é o mais puro pólen.

A cada voo que uma abelha faz, ela volta à colmeia com duas bolotas de pólen. E elas são incansáveis, chegam a fazer 80 voos por dia. Quer dizer que cada abelha produz 160 bolotas de pólen.

Para coletar o pólen, os apicultores usam uma espécie de tela na entrada da colmeia. Os furos são tão estreitos que, para passar, as abelhas são obrigadas a derrubar os grãozinhos do lado de fora.

Mas nem todo pólen é coletado. Como a tela também tem furos maiores, dois terços da comida extraída das flores vão para dentro da colméia e se transformam no pão das abelhas. O pólen é mais uma evidência de que o que é bom para as abelhas, é excelente para a gente também.

O pólen no nosso meio é conhecido como bifinho verde. E ele tem uma composição físico-química básica de proteínas similar a um bife, em torno de 20%. Ele tem lipídeos. Esse lipídeo é um lipídeo muito bom com propriedades antioxidantes. É uma gordura, mas uma gordura boa”, destaca Lídia Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.

E ele desperta cada vez mais a curiosidade dos pesquisadores. Em um laboratório da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, as pesquisas com pólen mostraram que ele pode ajudar a combater as doenças do envelhecimento.

Comprovamos, na verdade, que ele tem as três vitaminas antioxidantes, beta caroteno como a pró-vitamina A, a vitamina C e a vitamina E, que são as três antioxidantes”, afirma a farmacêutica bioquímica Lígia Muradian, da USP.

O pólen também é rico em vitaminas do complexo B, que ajudam, por exemplo, no funcionamento do sistema nervoso central, na prevenção e tratamento de cataratas. O grãozinho surpreende.

“Para se ter ideia, as quantidades que foram encontradas de vitamina B1 podem ser associadas às quantidades que se encontra dessa vitamina nas carnes de porco, por exemplo. As quantidades de vitamina B2 que nós encontramos eram superiores às quantidades que se encontra no leite”, explica a química Vanilda Soares de Arruda.

“Acredito que ele deve ser encarado como alimento, um alimento que tem efeito preventivo contra algumas doenças”, ressalta a nutricionista Ilana Pereira de Melo.

A repórter Mônica Teixeira experimenta o pólen na cozinha do laboratório da USP e aprova. “Tem um gosto como se eu tivesse comendo um cereal matinal. É bem crocante. Não parece com mel, mas dá para comer puro sem o menor problema”, comenta.

A recomendação é ingerir 5 gramas por dia, o equivalente a uma colher de sopa, mas ele não precisa ser puro. O pólen está sendo testado como ingrediente na culinária. E já existem maneiras bem mais saborosas de garantir a dose diária desse alimento.

Na Universidade de Taubaté, a cozinha é um laboratório, onde o sabor do pólen é posto à prova: no molho da salada, na salada de fruta, no patê, bolos, biscoitos de pólen e até trufas e bombons.

Contatos dos profissionais citados

Lídia BarretoCentro de Estudos Apícolas da UNITAU
Lígia Muradian - farmacêutica bioquímica da Universidade de São Paulo (USP)
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Zimduck – Conheça o remédio sintético 100% natural, que nos protege de infecções e aumenta a imunidade

“O produto está no meu nome, mas ele é da Saúde Pública, não está a venda”, afirma o inventor do medicamento – Dr. Luiz Fernando Mesquita.

Luiz Fernando Mesquita é um médico com cabeça de inventor. Há 15 anos esse ex-obstetra, hoje psicanalista, teve a ideia de criar um remédio para proteger o nosso organismo de infecções e aumentar a nossa imunidade. A preocupação nasceu da convivência com pacientes que tinham o vírus HIV. Se parecia um sonho impossível, hoje não é mais. O medicamento já virou realidade e está sendo chamado, por enquanto, de zimduck.

“O que nós descobrimos é que o ser humano pode ter a sua resposta imune resgatada. Uma vez, me perguntaram: ‘o zimduck é contra o quê?’ O zimduck não é contra nada, ele apenas faz com que o seu organismo volte a ser o seu próprio organismo, volte a ter a tua imunidade natural”, explica Luiz Fernando Mesquita.

O remédio já foi até patenteado no Brasil e no exterior e despertou o entusiasmo de vários pesquisadores. Hoje, um grupo leva adiante os estudos com o zimduck na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“O zimduck é um produto nacional, um produto novo nacional”, afirma a química farmacêutica Márcia Miranda. “O zimduck é hoje 100% natural, sem aditivo químico nenhum”, destaca Ricardo Kuster, coordenador do Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais da UFRJ.

Ele não substitui nada no nosso organismo, ele estimula um melhor funcionamento do que temos”, diz o biólogo Igor Couto da Cruz. “Nós temos convicção de que esse produto funciona”, aponta o infectologista Edimilson Migowski.

O que está por trás de um medicamento tão promissor é um ingrediente simples, mas extremamente rico. Os cientistas se inspiraram no melhor remédio que uma mãe pode dar ao filho: o leite materno. Quando amamenta, a mulher transfere para o bebê não só nutrientes, mas também anticorpos, defesas que vão torná-lo muito mais forte. O leite é fonte de imunidade, é assim que os recém nascidos recebem doses de proteção contra doenças e infecções não só na infância, mas por toda a vida.

É assim com seres humanos e com os outros mamíferos também. O trabalho dos cientistas não começa no laboratório, mas no campo, onde eles coletam a matéria-prima do zimduck.

O poder do medicamento, segundo os cientistas, vem justamente da combinação de leite de vários mamíferos. Cada um deles tem uma carga diferente de anticorpos. A fórmula mistura leite de cabra, de ovelha, de vaca e de um quarto animal. Mas esse, o dono da ideia não revela qual é. Por enquanto, é um dos segredos.

“Nós conseguimos concluir com este quarto mamífero, digamos assim, uma fórmula estável”, afirma o médico Luiz Fernando Mesquita.

Até chegar à combinação perfeita, foram inúmeros testes. Agora ele pode ser produzido sem nenhuma química. “O organismo reconhece melhor as coisas que são naturais, as moléculas que são naturais. E se você pensa, por exemplo, em leite, existe uma série de proteínas no leite que existem receptores próprios no organismo”, ressalta Ricardo Kuster, do Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais da UFRJ.

A dosagem prevista pelos pesquisadores é de 200mg do medicamento diluído em 3ml de água destilada para injeção, intramuscular, uma vez por semana durante três meses.O remédio é aplicado através de uma injeção no músculo, e os primeiros testes já foram feitos em seres humanos. Essa fase da pesquisa provou que o medicamento à base de leite é seguro. Ao todo, 30 adultos experimentaram o remédio, uma vez por semana durante um mês.

Os testes foram feitos em pessoas saudáveis, mas que, como todos nós, sempre têm um ou outro probleminha incomodando.

Eu tinha alergia respiratória, gripes constantes, resfriados e uma inflamação urinária que era constante”, conta uma secretária executiva. “Eu tinha resfriados constantes. Também de vez em quando, eu tinha infecções urinárias”, diz um engenheiro mecânico.

Os dois testaram o zimduck em 2003. Voluntários que participam de pesquisas com novos medicamentos não podem ser identificados, mas eles podem contar o que sentiram.

Foram cinco anos sem gripe. É um efeito impressionante. Foi um ano e meio sem problema de infecção urinária”, revela o homem.

Hoje, sete anos depois, eu me sinto ótima, principalmente pelo fato de ter me livrado daquelas inflamações incômodas e a alergia respiratória crônica. Estou ótima, nunca mais usei remédio”, diz a mulher.

O que aconteceu no corpo dos voluntários foi observado em laboratório. Os exames de sangue deixaram o biólogo Igor Couto da Cruz impressionado com o que viu. A quantidade de células natural killers ou exterminadoras naturais chamou a atenção. São elas que nos protegem de infecções provocadas por vírus, como gripes, herpes e hepatite C, são células que aumentam a nossa imunidade.

“É um ganho geral mesmo, você fica mais alegre, melhora toda a sua vida. Senti isso depois da primeira aplicação”, revela a voluntária. “O zimduck é um remédio que me elevou a outro nível de vida, que me ajudou a ter uma qualidade de vida melhor”, conta o voluntário.

Os médicos imaginam que o remédio funcione assim: ele estimula as glândulas supra-renais a liberarem um hormônio chamado sdhea. Esse hormônio tem quase 150 funções diferentes no nosso corpo. Uma delas é aumentar a quantidade de células natural killers no sangue.

E tem mais. Como o sdhea começa a diminuir a partir dos 25 anos, o remédio ajudaria também a combater os efeitos do envelhecimento, aumentando, por exemplo, a vitalidade. “A primeira aplicação e a mais simples é a menopausa, por exemplo”, destaca o biólogo Igor Couto da Cruz.

Agora, os cientistas querem testar o remédio em pacientes com AIDS. “A aplicação mais fantástica é contra as viroses. E o HIV se encaixa perfeitamente”, aposta Igor.

“Ele iria atuar fazendo com que o teu organismo responda e comece a reagir. É ele pegar na sua mão e bater no inimigo já que você não tem força para bater”, afirma o infectologista Edimilson Migowski.

Esse futuro por enquanto é incerto. Em dez anos de desenvolvimento, estima-se que tenham sido investidos 900 mil reais. Até agora, os cientistas bancaram a pesquisa com dinheiro do próprio bolso, mas a segunda fase é mais cara. E há anos eles esperam financiamento. Se as respostas se mantiverem positivas, o produto poderá ser produzido em larga escala por indústria interessada. Mesmo assim, o pai do zimduck não perde o entusiasmo. O que ele promete é, sem dúvida, uma revolução: “ensinar o corpo a voltar a se defender”, afirma o médico Luiz Fernando Mesquita.

Contatos com os especialistas responsáveis pelo medicamento

Luiz Fernando Mesquitamédico idealizador do zimduck
Igor Couto da Cruzbiólogo do estudo sobre o zimduck
Edimilson Migowskiinfectologista do estudo sobre o zimduck
 
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Plantas medicinais ajudam a emagrecer e a curar as dores da depressão

Perto da Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), nasceu um refúgio biológico. Plantas receitadas para tratar doenças saem do local embaladas, prontas para virar chá.

Há seis anos, a vida do policial Cícero Manuel de Souza perdeu a graça. O cara brincalhão e divertido caiu em depressão profunda. “Na realidade, nem eu entendo o que aconteceu. É uma doença sorrateira e veio com um efeito, uma bomba relógio”, conta.

Confira aqui a lista de plantas medicinais mostradas do programa

Policial militar, casado, pai de três filhas, ele não resistiu. “eu não queria conversar com ninguém. Vinham os amigos na minha casa, e eu não queria saber. Eu me fechava no quarto”, afirma.

Mergulhado na escuridão da doença, Cícero chegou ao limite. “Eu fui ao fundo do poço. Para você chegar lá no final, você entrar no seu quarto, você pegar uma arma, botar embaixo do queixo e falar: ‘acho que eu resolvo tudo, agora’”, revela.

Cícero procurou tratamento psiquiátrico. Durante três anos, tomou um coquetel de remédios que aliviavam o sofrimento, mas também produziam efeitos colaterais devastadores. Ele conta que ingeria o remédio e que dois minutos depois ele simplesmente apagava.

Quando o corpo já não suportava mais, ele buscou ajuda em um posto de saúde em Foz do Iguaçu. A médica Christiane Lopes Pereira receitou um remédio que ele nunca tinha experimentado, à base de plantas medicinais.

“Eu perguntava: ‘será que vai funcionar? Se fosse tão bom todo mundo receitaria, mas será que vai funcionar?’ E a grande verdade: eu estava errado”, lembra o policial.

“O Cícero hoje se mantém bem só com plantas medicinais. É um resultado surpreendente. O interessante da planta é que a gente não visa o tratamento da doença, a gente trata o doente”, afirma a doutora Christiane.

“Eu voltei a ter aquela vontade de viver, ou seja, voltei de novo a ser o negão de sempre”, brinca Cícero.

“Eu tenho mais ânimo, tenho mais disposição, tenho uma melhora geral mesmo”, aposta a atendente de farmácia Marcia da Silva Santos. “Nossa, estou 100% hoje”, declara a dona de casa Ivone Furlan Dotto. “Hoje, eu posso tomar uma cervejinha, um golinho de cachacinha. Eu me atrevo às vezes”, diz o aposentado Arlindo Munslinger.

As plantas mecidicinais transformaram a vida dessas pessoas. Todas vivem no Paraná, na região que faz fronteira com o Paraguai e a Argentina, que tem como cenário as Cataratas do Iguaçu e o imenso lago de Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo em produção de energia.

Em uma área bem perto do lago da hidroelétrica nasceu um refúgio biológico. Tudo começou com apenas 35 mudas de plantas medicinais. Elas foram resgatadas de terras que seriam inundadas para a construção da usina. As plantas cresceram e se multiplicaram. Junto com elas, brotou uma ideia que hoje se espalha por toda região.

Nas terras que pertencem a Itaipu, funciona uma fábrica de mudas. Algumas espécies cultivadas, de tão exploradas, já nem existem mais na região. É o caso da espinheira santa. “Ela é excelente pra gastrite”, afirma o técnico agrícola Altevir Zardinello.

O horto foi ideia de um técnico agrícola, apaixonado pelas plantas medicinais. Há sete anos, o técnico agrícola Altevir Zardinello coordena o projeto de Itaipu que pretende difundir e orientar o uso das ervas na região. Ao todo, 82% da população já usavam plantas medicinais, mas muitas vezes da maneira errada.

“As pessoas tomam muito chimarrão. E erva mate é uma planta que tem cafeína, é excitante, e as pessoas misturavam com plantas calmantes. Então, não é o indicado, não é o correto”, aponta o técnico agrícola.

As plantas receitadas para tratar as doenças mais comuns da população já saem do local embaladas, prontas para virar chá. O processo segue normas rigorosas de qualidade. “Nós observamos a coloração das folhas, o aparecimento de fungos, bolores”, explica o farmacêutico Reinaldo Shimabuku.

Mas a maior parte das mudas tem outro destino: vai para os agricultores que vivem em torno da usina. Dezessete já estão cultivando ervas medicinais nas suas terras.

A agricultora Guiomar Maria de Santana Neves foi a primeira a apostar na ideia. Na casa da família, toda manhã, o dia começa com uma xícara de chá de cidrozinho para todo mundo. “Ele é digestivo, calmante e é bom para dor de cabeça. Foi colhido ali da minha plantação, vem do próprio quintal”, conta.

Na verdade é mais do que um quintal. O que era pasto para as vacas de leite virou uma grande horta medicinal, totalmente orgânica. “A maior dificuldade, no início, foi que eu não tinha irrigação, e foi na época da seca em que era o sol muito quente. Eu tive que irrigar com o baldinho, irrigava de manhã e de tarde, até pegar”, revela a agricultora.

Guiomar resolveu investir na produção. A secadora custou R$ 22 mil reais, que vão ser pagos a prestação, com o dinheiro das plantinhas, como ela diz. Com os técnicos, ela aprende os segredos para o investimento dar certo.

Guiomar também colhe conhecimento da plantação. O que ela aprendeu está sendo útil para a família e para os vizinhos também. “Tem tanta gente que agradece o que eu passo para eles. Depois, eles vêm me agradecer. Aí eu fico contente é melhor que um pagamento em dinheiro”, ressalta.

O resultado de todo o trabalho da família são 200 kg de planta seca por mês. E a produção já tem destino certo: abastece quatro postos de saúde da região. E assim como a família da Guiomar, já tem muitas pessoas sentindo os efeitos das plantas medicinais.

A fitoterapia já é receitada em dez postos de saúde e dois hospitais da região. Em um posto em Foz do Iguaçu, o medico Alexandre Carloni costuma indicar as plantas como complemento. Uma vez por mês, o aposentado Arlindo Munslinger busca as ervas para preparar o chá que melhorou os problemas do estômago.

“Eu tomava outros remédios que melhorava um pouquinho, mas já voltava tudo de novo. Agora, depois que eu tomei o chá, eu não sinto mais nada. Agora, estou bom”, destaca Arlindo.

“Ele respondeu bem com a melissa, com a carqueja e com a espinheira santa. Mas, como ele começou a comer melhor, a gente acrescentou a alcachofra, para evitar que ele tenha outro tipo de problema que é o colesterol”, explica o Dr. Alexandre.

A atendente de farmácia Márcia da Silva Santos trabalha no posto. Ela chegou a pesar 90 kg e, quando decidiu emagrecer, foi direto falar com o doutor Alexandre. Ele receitou chá com folhas de embaúba, carqueja, alcachofra e melissa – uma fórmula para combater a retenção de líquidos e controlar a ansiedade.

“Eu perdi dez quilos só com chás e a reeducação e depois mais três quilos com o auxílio da atividade física, em seis meses”, revela a atendente.

A dona de casa Ivone Furlan Dotto também emagreceu oito quilos, mas o tratamento que ela faz há um ano e meio é para reduzir os miomas no útero. A fórmula manipulada livrou Ivone de uma cirurgia. “Não tenho mais indicação de cirurgia. Estou bem melhor”, afirma a dona de casa.

Para cada pessoa, um remédio diferente. Não existe uma receita única. Para a depressão do policial Cícero, a doutora Cristiane receitou uma fórmula feita de extrato de passiflora, valeriana e de gingseng brasileiro (a pfafia paniculata), além dos chazinhos.

E na casa dele, a recomendação médica é seguida com prazer. “Sempre que eu percebo que ele está ficando meio triste, eu faço um chazinho para ele melhorar”, revela a professora Roseli Maria de Souza, esposa do Cícero.

“O mais importante é você viver a vida, a vida é bela e você acreditar”, afirma o policial.

O técnico agrícola Altevir acreditou. As plantas que brotam cercadas de cuidados agora chegam até quem mais precisa delas. É um ciclo que se fecha, um ciclo de saúde e que nasceu de um sonho.

“A sensação é de missão cumprida. Trabalhei sete anos neste projeto. Então, é uma sensação muito gratificante, saber que uma planta está a sua disposição, que ela pode te curar de vários males, você não precisa usar dinheiro, você não precisa comprar, não precisa ter recurso para isso. É só ter carinho, ter amor com ela que ela vai te dar o que você precisa que é a cura”, destaca Altevir.

Contatos dos profissionais citados

Altevir Zardinellotécnico agrícola da Hidrelétrica de Itaipu
Alexandre Carlonimédico do Posto de Saúde de Foz do Iguaçu

Fonte: Globo Repórter

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