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Drauzio Varella desvenda se plantas podem curar o câncer

A popularidade dos chás e das infusões não tem sido acompanhada de estudos científicos. A falta de pesquisa abre caminho para indicação de tratamentos inúteis e demora na busca por assistência médica.

Você conhece a babosa, aquela planta que se usa muito no cabelo? Pois tem gente que diz que ela também é boa para o câncer. Mas não é não. Pode fazer mal para quem tem a doença. Você vai saber por que com o Dr. Drauzio Varella.

“Me foi passado que a babosa era um remédio bom pra câncer. A gente não tinha muita opção, não tinha um remédio específico. Eu já sabia o diagnóstico, mas tinha que esperar a minha vez para ser atendido aqui”, diz um paciente.

“Mas de onde veio a ideia de tratar câncer com babosa?”, pergunta o Dr. Drauzio Varella.

“Bem, essa ideia surgiu na população. Alguém usou, algum dia, e foram usando e esse conhecimento popular se expandiu”, explica o engenheiro agrônomo da Embrapa, Osmar Lameira.

Não estou achando que o tratamento alternativo não tem que existir. Eu acho que tem que existir, mas assim como os tratamentos convencionais foram estudados, avaliados para se ter certeza de que eles têm alguma eficiência, vale a pena fazer a mesma coisa nesses tratamentos, porque eles fazem mal”, afirma o médico oncologista Riad Younes.

Infelizmente a popularidade dos chás e das infusões não tem sido acompanhada de estudos científicos. A falta de pesquisa abre caminhos para indicação de tratamentos inúteis, para a demora em buscar assistência médica adequada e para a prática do charlatanismo.

“Na Embrapa, eu recebo mais ou menos de seis a sete pessoas por dia. Tem época que eu chego a receber dez, quinze. A maioria das pessoas que tem nos procurado aqui é com problema de câncer”, diz o agrônomo Osmar Ladeira.

“Jamais eu vou deixar de acreditar nas plantas”, afirma a professora aposentada Sebastiana Teixeira de Oliveira.

Tratar uma doença grave com produtos alternativos pode ter consequências perigosas. Sebastiana Teixeira de Oliveira tinha um tumor na mama medindo pouco mais de um centímetro. Um ano e meio depois, o tumor já estava com mais de dez centímetros e ela precisou de uma cirurgia radical e quimioterapia. Agora, um exame de rotina mostrou que a doença pode ter voltado.

“Existe a possibilidade de que essa lesão seja decorrente do câncer que ela teve no passado”, afirma o mastologista Ruffo de Freitas Júnior.

“Eu espero que o resultado do exame confirme o que a terapeuta das plantas disse que não tinha nada”, diz Sebastiana.

A terapeuta fez um exame em Sebastiana chamado “bioteste”. Ela usou uma varinha de metal e fotos de plantas e quase convenceu Dona Sebastiana a adiar a biópsia. Além da recomendação de não fazer a biópsia, a receita do bioteste incluía aplicação de argila no pescoço e uma mistura de sete ervas. Onde Dona Sebastiana conseguiu tudo isso? Na Igreja Santa Luzia, em Aparecida de Goiânia.

“Muitos dos que divulgam tratamentos alternativos são ligados a algumas religiões, padres e outros e a pessoa vai para lá, quer dizer, se eu não acreditar no padre, em quem eu vou acreditar?”, afirma o médico Riad Younes.

O bioteste foi trazido para o Brasil nos anos 1990 por um padre, que hoje é o coordenador de centenas de centros que oferecem o método milagroso em todo o país. Muitos funcionam junto a paróquias ou entidades ligadas à igreja católica.

Argila não é quimioterapia. A quimioterapia, usada a partir da Segunda Guerra Mundial, age destruindo as células que se reproduzem mais depressa, como as do câncer, mas provoca efeitos colaterais: queda de cabelo, enjôo, diarreia, cansaço. Muitos pacientes chegam a pensar que estão pior, param o tratamento e buscam outros que consideram menos agressivos.

O Dr. Riad Younes foi diretor do Hospital do Câncer de São Paulo, onde fez uma pesquisa com mais de três mil doentes para descobrir quantos usavam algum tipo de terapia alternativa. Dos pacientes, 48% responderam sim. Qual o maior perigo desses tratamentos?

“O perigo: o abandono, desistência ou até complicar o tratamento por interação entre medicamentos e tratamentos alternativos”, afirma o Dr. Riad Younes.

Ninguém sabe todos os princípios ativos que cada planta possui. Quando alguém usa chás, extratos ou outros derivados, ao mesmo tempo em que faz um tratamento convencional, corre o risco de uma das substâncias da planta reagir com o medicamento, provocando efeitos inesperados, às vezes, perigosos.

“Uma planta pode ter 400, 500 componentes e você não sabe quantos deles estão interagindo no seu sistema do fígado e modificando toda a parte metabólica”, explica o professor de farmacologia da UFSC, João Batista Calixto.

“Uma amiga me falou sobre o chá de picão da praia, que ele é bom para hepatite”, conta a dona de casa Fátima Regina Figalo. “Tomei o chá. Fui ficando inchada, de 90kg fui para 73kg. Fiquei bem debilitada”, diz.

Fátima Regina ficou quase um ano doente e teve que tirar a vesícula. O diagnóstico do médico: intoxicação.

“Depois ele foi ao computador e me mostrou que o picão da praia é tóxico e pode até matar. Foi esse chá que eu tomei”, afirma a dona de casa.

A farmacêutica Rita Vieira estudou a relação entre remédios contra o câncer e plantas. Ela concluiu que mais da metade dos pacientes que faziam os dois tratamentos estavam sujeitos a interações medicamentosas.

“A babosa ode causar efeitos colaterais bastante sérios. Pode ocasionar problemas cardíacos, fraqueza muscular, tonturas, dentre outras”, alerta a farmacêutica Rita Vieira.

“A babosa dá diarreia. Então, o que acontece? Você faz quimioterapia, um dos sintomas que faz a gente parar de dar quimioterapia é diarreia intensa. Então, a pessoa toma babosa, ela não fala para o oncologista que está tomando. Aí suspende a quimioterapia”, afirma o Dr. Riad.

Há casos de que a planta não faz mal por ela própria. Ela tira o efeito ou piora do outro medicamento que a pessoa está tomando”, ressalta o professor de farmacologia da UFSC, João Batista Calixto.

“O mais popular de todos os antidepressivos é o hipérico, erva de São João. Ele tem interação com pelo menos seis classes de medicamentos, entre inclusive anticoncepcionais, remédios para diminuir a rejeição de transplantes, remédios para diminuir a ansiedade e assim por diante”, afirma o toxicologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Anthony Wong.

“Somente 8% dos doentes contavam para o oncologista que eles usavam tratamento alternativo e somente 0,5% de todos os prontuários o oncologista escreveu que ele toma tratamento alternativo. Mas é importante anotar porque pode ser a dica de uma complicação”, explica o Dr. Riad Younges.

Na sala de cirurgia, Sebastiana Teixeira de Oliveira ainda não sabe que as sete ervas e a argila não ajudaram. O trabalho da equipe médica continua.
“A gente já sabe que a doença voltou e agora é começar um novo tratamento para ela.

“O doente, ele aposta, ele acredita no tratamento e depois, ele é frustrado. Quer dizer, foi mentira, então, como se fosse uma propaganda enganosa”, afirma o Dr. Riad.

Hoje, em casa, Dona Sebastiana diz que fez bem de não seguir as recomendações dos terapeutas alternativos. Se tivesse esperado mais tempo para fazer a biópsia, a doença teria avançado. Agora, ela está enfrentando a quimioterapia com mais confiança.

Semana que vem, você vai conhecer a história da química Maria Luiza Ribeiro Aires, que pode evitar a cegueira com uma cirurgia, mas prefere confiar em uma planta.

Fonte: Fantástico

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Detox: como fazer uma dieta desintoxicante sem prejuízos à saúde

A dieta ajuda a eliminar toxinas, mas não é necessário fazer jejum, nem passar dias à base de líquidos.

O processo é uma faxina no organismo e, por isso, o cardápio detox deve ser farto em frutas e verduras orgânicas, fontes de importantes antioxidantes

Depois de conquistar celebridades como Jennifer Aniston e Beyoncé, a dieta detox virou moda nos Estados Unidos. Alguns programas, no entanto, são tão radicais que só permitem a ingestão de água e sucos de frutas, por vários dias, o que é prejudicial a saúde.

A boa notícia é que a dieta detox, quando feita de maneira orientada, trás melhorias no ânimo, disposição e funcionamento do organismo como um todo. Como o nome diz o foco da dieta de detox é eliminar toxinas acumuladas no organismo, melhorando a eliminação dessas toxinas é possível reduzir crises de enxaqueca, ganhar disposição e até perder peso.

A coordenadora do Departamento de Nutrição da rede Mundo Verde, Flávia Morais, é a favor da dieta, desde que seja feita com o acompanhamento de um profissional de nutrição e que no cardápio sejam incluídos alimentos e nutrientes para suportar o processo. “Muitos agentes externos contribuem para o acúmulo de toxinas no organismo, como por exemplo, alimentação industrializada, uso de medicamentos, embalagens plásticas, poluentes do ar e da água, stress”, explica.

O processo é uma faxina no organismo e, por isso, o cardápio detox deve ser farto em frutas e verduras orgânicas, fontes de importantes antioxidantes. “Não podem faltar na dieta de detox couve flor, brócolis, couve, repolho e temperos como orégano, gengibre, páprica, curry, canela e alecrim” afirma Flávia. Fica de fora do cardápio: alimentos industrializados e refinados – farinhas, arroz branco, açúcar refinado, carne vermelha, leite de vaca e derivados, corantes, conservantes químicos e o álcool.

A necessidade de realização de detox e da freqüência com que a dieta será realizada deve ser avaliada pelo nutricionista levando em consideração os sintomas do paciente. “Queixas como gosto amargo ou metálico na boca, falta de apetite pela manhã e dificuldade na perda de peso, mesmo fazendo dieta são indícios da necessidade de detox” explica a nutricionista.

Para diminuir a exposição a toxinas Flávia sugere reduzir o consumo de alimentos de origem animal, preferência por alimentos orgânicos, cultivados sem agrotóxicos, pesticidas ou adubos químicos e evitar alimentos embalados em plásticos, principalmente manteigas e óleos. “Se possível troque suas panelas pelas de inox, pois elas não liberam alumínio para os alimentos” sugere. Flávia avisa ainda que usar gotas de própolis no suco e incluir o chá verde no cardápio são aliados no processo de limpeza do organismo.

Suco desintoxicante

 Ingredientes: 200ml de suco de uva orgânico | 1 folha de couve orgânica |1 colher de sobremesa de farinha de banana verde.

Modo de preparo: Bater os ingredientes no liquidificador e servir.

O que pode e o que não pode

 Sinal verde!: • Limão | • Chá verde ou chá branco | • Água (2 litros por dia) | • Folhas verdes (brócolis, couve, rúcula, chicória) | • Semente de linhaça | • Amêndoa, nozes e castanha-do-pará | • Azeite de oliva extravirgem.

Sinal vermelho!: • Refrigerante | • Doce e açúcar branco | • Adoçante artificial | • Café e chá-preto | • Carne vermelha e embutidos (bacon, lingüiça, salame) | • Fritura e margarina com gordura trans.

Fonte: Portal Fator Brasil

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Cosméticos sustentáveis garantem pele bonita e mais jovem

Produtos com ingredientes naturais crescem cada vez mais no mercado de beleza

As mulheres ganharam aliados ecologicamente corretos no combate aos sinais e rugas

Há quem pense que só celebridades podem ter um rosto bonito e uma pele aveludada. Mas novos produtos voltados para o cuidado pessoal prometem acabar com esse mito. As mulheres ganharam aliados sustentáveis no combate aos sinais e prevenção de rugas.

Apesar do nome incomum, o peeling de bétula é uma alternativa para quem quer renovar e esfoliar a pele de maneira natural e eficaz. A cada esfoliação, células velhas são substituídas por novas, o que garante uma renovação gradual da pele.

O peeling é tão eficiente que ficou famoso depois de uma declaração da atriz Demi Moore. Ela se disse encantada pela eficácia do produto. Ele é 100% vegetal, livre de fragrâncias sintéticas, corantes, conservantes e contém materiais derivados de óleos minerais. Além disso, os produtos e ingredientes não foram testados em animais.

É a marca Weleda a responsável pela produção do produto, que está disponível no Brasil e pode ser encontrado em farmácias especializadas e nas lojas da marca.

Para aquelas que se preocupam com os primeiros sinais da idade e querem prevenir o aparecimento de rugas, a Nutriganics desenvolveu um tônico facial natural. Além de um ótimo cheiro e a sensação de refrescância, o tônico é eficiente para aquelas horas em que você quer ter a pele limpa das impurezas do dia a dia.

A empresa é certificada pela Ecocert, que disponibiliza produtos naturais e orgânicos, além de desenvolver uma produção feita de maneira sustentável envolvendo comunidades (incluindo as brasileiras). A empresa não faz testes em animais.

Tem para todos os gostos: óleo de babaçu orgânico de comunidades brasileiras, flor de malva orgânica da Suíça, aloe vera orgânica de comunidade sustentável da Guatemala com fragrância composta por uma mistura de óleos essenciais de damasco rosa, gerânio, tomilho e laranja.

O tônico pode ser comprado em lojas especializadas em produtos de beleza em todo o Brasil.

Fonte: Portal R7

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