Arquivos da categoria ‘Personalidades’

Modelo de ‘mãe ecológica’

Modelo fica ainda mais preocupada com o ambiente depois do nascimento de sua filha, Cora

O pacote básico de práticas sustentáveis já faz parte do dia a dia da modelo Luciana Curtis, de 33 anos, há tempos. Ela evita o desperdício de água e energia, usa ecobag, anda sempre que possível de bicicleta ou a pé em Nova York, onde mora, e prefere alimentos orgânicos. Mas desde que soube que estava grávida sua preocupação com o ambiente ficou mais evidente. “Eu e meu marido queremos deixar para a Cora (que completa um mês no sábado) um mundo igual ou melhor que o atual.”

Luciana está sempre pronta a divulgar suas ideias sustentáveis, a ponto de ser considerada a “ecochata” entre as colegas modelos. “Já dei para elas um guia de como ser verde em Nova York. Quando fiquei grávida, comprei para as que também estavam esperando bebê o livro Green Baby (de Susannah Marriott, é uma espécie de guia da maternidade sustentável)”.

A maior preocupação da fase mãe ecológica de Luciana diz respeito às fraldas. “Só compro as livres de cloro, de plástico biodegradável. Fraldinhas de boca, só de algodão orgânico”, conta. “Aqui tem uma marca chamada Seventh Generation que, além de fraldas, tem produtos de limpeza, absorventes, papel higiênico e papel toalha.” Outra dica da top para mães de recém-nascidos é a marca gDiapers, que tem uma calça plástica reutilizável com fundo de absorvente feito de algodão orgânico biodegradável.

Vinagre

Luciana também recorre a produtos ecofriendly na hora de limpar os brinquedos de Cora. “Vinagre branco é um milagre, uso sempre. Passo um pano com vinagre nos ursinhos de pelúcia, ponho dentro do plástico fechado e depois no congelador por 24 horas para matar as bactérias.” Ela costuma ainda levar um galão ao mercado para reabastecer com produtos de limpeza. “Assim não fico jogando mais embalagem plástica no lixo.”

Luciana admite que o fato de morar em Nova York, onde há ampla oferta de serviços verdes, facilita sua vida de mãe ecológica. Mas diz que algumas medidas podem ser adotadas em qualquer cidade. “Sou chata com banhos demorados, escovar os dentes com torneira aberta ou lavar louça usando muita água.”

A top também usa lâmpadas econômicas e abomina garrafinha plástica. “Me tira do sério ver gente comprando água mineral”, diz a modelo, que instalou filtros na pias de casa para não ter de comprar água em garrafas PET.

Fonte: Estadão

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Camarim de Mariah Carey terá comidas leves e asinhas de frango

A cantora Mariah Carey, que desembarcou nesta quinta-feira (19) em São Paulo, pediu muitas comidas leves, orgânicas e com baixo teor de sódio em seu camarim do Rodeio de Barretos, onde realizará apresentação única no próximo sábado (21). Mariah só deu uma “escapadinha” da dieta ao pedir asinhas de frango.

Mariah Carey durante almoço em SP - Foto: Photo Rio News

Segundo a assessoria de imprensa do Rodeio de Barretos, Mariah Carey não pediu coisas tão excêntricas para o camarim. Para a decoração, a cantora pediu móveis confortáveis, sérios e sem estampas. Além disso, optou por cortinas escuras.

No que diz respeito à alimentação, Mariah só deu uma de estrela na hora de pedir um vinho cabernet importado (que teria custado R$ 1.500), água Fiji (a preferida de Madonna), garrafas de suco de cranberry e muitos refrigerantes diet, chás e bebidas isotônicas.

Para comer, a cantora exigiu comidas leves (com baixo teor de sódio), alimentos frescos, orgânicos e pratos livres de colesterol. Tudo deverá ser cozido ou assado, frituras foram proibidas. Mesmo com tanta coisa saudável, Mariah Carey mostrou que não é de ferro e pediu asinhas de frango, pasta de amendoim, cookies, muffins, brownies e pipoca de microondas.

A equipe da cantora também teve direto a alguns luxos como garrafas de vodka russa, cervejas importadas, vinhos e uísque.

Fonte: BlogFônico

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As aventuras de um empresário improvável

Após faturar alto com fábrica de chocolate orgânico e financiar agricultura sustentável na Indonésia, americano bon vivant investe no sul da Bahia

A trajetória de Frederick Schilling é bem diferente da que se espera de um empresário bem-sucedido. Ex-estudante de religião, fã de Paulo Coelho, guitarrista de banca de rock, ele transformou uma fabricante artesanal de chocolate orgânico num negócio de US$ 17 milhões. Investiu numa rede de agricultura sustentável na Indonésia, que apoia milhares de fazendeiros. Seu último projeto combina, de certa forma, ingredientes dos outros dois: abriu uma fábrica de chocolate na Bahia, estimulando o cultivo orgânico de cacau no sul do Estado.

Há mais de uma década, o americano Schilling estava mais interessado em curtir a boa vida em Telluride, Colorado. Esquiava, tocava guitarra e fumava “toda a maconha que se possa imaginar”. Sua única preocupação era fazer chocolate para levar às festas dos amigos. “Eu gostava de cozinhar, mas detestava chocolate industrial. Acabei inventado minha própria receita.”

Em 2001, Schilling resolveu bancar o projeto de fazer chocolate orgânico comercialmente. Fundou a Dagoba Organic Chocolate. Totalmente artesanal, a empresa nasceu comprometida com os princípios que orientam a fabricação de produtos sustentáveis: o cacau vinha de fazendas orgânicas e ecologicamente corretas.

Naquela época, a oferta de chocolate orgânico ainda era pequena nos Estados Unidos e a Dagoba chamou a atenção de gigantes do setor. Em 2006, a empresa “alternativa” foi vendida para a multinacional Hershey”s. Schilling teve de enfrentar a indignação de entusiastas dos orgânicos, que o tacharam de “vendido”.

O americano, que durante um ano trabalhou como consultor da Hershey”s, acha que fez a coisa certa ? e não só porque embolsou alguns milhões de dólares. “Depois de receber a proposta da Hershey”s não dormi por vários dias, mas vi que seria a chance de um chocolate orgânico se tornar um produto de massa. O que jamais aconteceria com a Dagoba“, disse, em entrevista ao Estado.

Pôquer e volta ao mundo. Pouco antes de vender a Dagoba, Schilling conheceu, em uma feira de produtos naturais nos EUA, seu futuro sócio, Ben Ripple, e a companhia Big Tree Farms. “A forma como nos encontramos foi interessante. Estava numa reunião, num lugar afastado, quando um colega de repente virou para mim e disse: “Você conhece Ben Ripple? Você precisa conhecer esse cara.” Naquele exato momento, ele apareceu.”

A trajetória de Ripple é tão incomum quanto a de Schilling. Teve início com uma cartada de sorte: num jogo de pôquer, ele ganhou uma passagem para dar a volta ao mundo. Não pensou duas vezes: arrumou as malas e embarcou com a mulher, Blair. No fim da viagem, o casal resolveu ficar um tempo em Bali, Indonésia, e trabalhar com agricultura. Lá, teve contato com ingredientes extraordinários e as dificuldades dos pequenos fazendeiros de negociar seus produtos.

Daí surgiu a ideia de montar uma empresa que ajudasse pequenos produtores a criar cooperativas e a negociar seus produtos de forma justa. Fundada no início dos anos 2000, a Big Tree Farms trabalha com fazendeiros de todas as partes das mais de 17 mil ilhas que compõem o arquipélago indonésio. Só em Bali são cerca de 3 mil agricultores.

“Fiquei muito interessado no trabalho admirável que Ben estava fazendo na Indonésia. Lidar com cadeia de produção é muito difícil”, conta Schilling. “Sem saber se a companhia dele era lucrativa ou que retorno eu teria, disse que gostaria de investir. Como gosto de pôr a mão na massa, acabei virando um parceiro.”

Além de negociar ingredientes, a Big Tree Farms ajuda agricultores que queiram melhorar seus produtos e torná-los orgânicos. Também os encoraja a evitar a monocultura e a preservar a mata nativa. “Fazendeiros, especialmente os de países em desenvolvimento, estão no fim da cadeia de valor. Eles são as peças mais importantes e também as menos valorizadas. Não faz sentido, mas é assim que as coisas são”, lamenta Schilling.

Atualmente a Big Tree Farms trabalha com castanha de caju, especiarias, mel e flor de sal. “As castanhas de caju vêm da Ilha de Flores, ao leste de Bali. Elas são quebradas e suas películas retiradas manualmente. Um dia inteiro de trabalho rende apenas 2 quilos e, como a maior parte dos fazendeiros tinha pouquíssimas opções para comercializá-las, muitas vezes elas eram vendidas a atravessadores que pagavam quase nada.”

A Indonésia é a terceira maior produtora mundial de cacau. Quase toda a produção do país, porém, é destinada à fabricação de manteiga de cacau e cacau em pó, em virtude da baixa qualidade das amêndoas. Influenciada por Schilling, a Big Tree Farms passou a incentivar a fermentação e a secagem do cacau ? processos fundamentais para se obter um bom produto ?, o que aumentou em 30% o faturamento dos produtores. “Tudo o que negociamos é orgânico. Para mim, é o melhor tipo de agricultura que existe.

Made in Bahia.

Este ano, Schilling voltou a usar sua expertise em orgânicos e a produzir chocolate. Seu parceiro é o produtor de cacau baiano Diego Badaró, com quem criou a AMMA Chocolates.

A matéria-prima vem de fazendas de cultivo orgânico de Badaró e os chocolates finos, com diversas porcentagens de cacau, são feitos na fábrica em Salvador. É um dos poucos chocolates do mundo em que, do cultivo do cacau à barra, todo o processo de produção é acompanhado pelos sócios. “A AMMA é a realização completa da minha experiência com chocolate.

Fonte: Estadão

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