Linha de crédito para o setor de orgânicos deve ser votada em setembro

Se projeto for aprovado, financiamento deve estar disponível em 2011 para produtores e cooperativas do Estado de São Paulo

Representantes da agricultura orgânica discutiram nesta segunda, dia 26, em São Paulo, as regras de uma nova linha de credito para o setor. O objetivo é conceder auxilio financeiro para agricultores e pecuaristas interessados em adotar o sistema orgânico de produção. Se o projeto for aprovado, o financiamento deve estar disponível em 2011.

No encontro promovido na capital paulista, representantes do setor discutiram um projeto de autoria da Câmara Setorial de Agricultura Ecológica de São Paulo. O objetivo é atrair mais produtores para o sistema orgânico. A proposta prevê o acesso facilitado ao crédito.  O texto vai ser analisado em setembro pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) e, se aprovado, valerá somente para produtores e cooperativas do Estado de São Paulo.

Há dezesseis anos, o agricultor Masashi Io se dedica à plantação de hortaliças. Ele usa defensivos e fertilizantes químicos. Porém, pensa em mudar para o sistema de produção orgânica.

— Sinto medo, porque se houver problemas eu perco tudo o que investi — diz.

Apesar dos riscos, o produtor já percebeu que muitas vezes o mercado paga mais pelos alimentos orgânicos.

Entretanto, virar um produtor de alimentos orgânicos não é tão simples. É preciso investimento para reestruturar a propriedade.

Se aprovado, devem ter acesso ao financiamento agricultores, pecuaristas e associações de produtores.

Quem solicitar o crédito deve apresentar um projeto que comprove a forma de aplicação dos recursos. Cada produtor pode conseguir até R$ 80 mil através do Banco do Agronegócio Familiar (Banagro), entidade ligada ao governo paulista.

O prazo máximo é de cinco anos, com carência de até dois anos para o início do pagamento.

Fonte: Canal Rural

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Produtor quer crédito para se tornar orgânico

Câmara Setorial de Agricultura Ecológica vai reivindicar linha específica para quem quer fazer a transição

Na próxima semana a Câmara Setorial de Agricultura Ecológica (CSAE) irá se reunir na Superintendência do Ministério da Agricultura, em São Paulo (SP) para discutir, entre outros temas, a criação de uma linha de crédito para financiar agricultores que querem fazer a chamada transição agroecológica, ou seja, produtores que atuam de forma convencional e que querem passar a produzir alimentos orgânicos, sem o uso de insumos químicos industriais.

“A criação dessa linha de crédito é importante para possibilitar que os agricultores, principalmente os pequenos, que estão descapitalizados, possam fazer essa transição”, afirma a presidente da CSAE, Ondalva Serrano, que vê na falta de crédito uma das barreiras ao desenvolvimento da agricultura orgânica no País.

Segundo Ondalva, após ser concluído, o texto da proposta vai ser encaminhado para o Fundo de Apoio à Produção (Feap) e ao Banco Nacional de Apoio à Agricultura (Banagro). Quando entrar em funcionamento, todo o processo de avaliação e validação deverá ser feito pela Cati. “O crédito só será liberado com a apresentação de um plano de trabalho complexo, com o diagnóstico preciso de todas as áreas problemáticas da propriedade, que impedem que o alimento produzido ali seja considerado orgânico.”

Onde gastar. De acordo com Ondalva, muitas são as ações a serem tomadas para que uma propriedade que produz dentro dos sistemas convencionais possa se enquadrar nas regras dos orgânicos. “A recuperação do solo é uma das primeiras medidas“, explica. “É preciso suspender o uso de defensivos por até dois anos, dependendo da cultura.”

Além disso, outras medidas, que irão demandar investimento também serão necessárias, conforme explica o gerente comercial da IBD certificações, Tom Vidal. “Para ser um produtor orgânico é preciso estar em dia com todos os tipo de legislação ambiental, sanitária e trabalhista“, salienta.

Então, mais do que suspender o uso de defensivos, e mudar todo o pacote tecnológico da propriedade, será necessário, por exemplo, averbar a reserva legal e recuperar, se for o caso, todas as áreas de preservação permanente (APP). Dependendo do estado da propriedade isso pode custar bastante“, completa o gerente.

O PASSO A PASSO DA TRANSIÇÃO PARA QUE O PRODUTOR SE TRANSFORME DE CONVENCIONAL A ORGÂNICO

Solo
Deve passar por um processo de descontaminação que pode durar até dois anos, com a suspensão do uso de defensivos

Insumos
Substituir adubação química pela adubação verde e fazer o controle de pragas com produtos registrados

Legislação ambiental
O produtor deverá averbar a reserva legal e as APPs e, se necessário, fazer a recuperação dessas áreas

Certificação
Depois de cumprir as exigências definidas por lei o produtor terá de passar pelo crivo de uma certificadora credenciada

Fonte: Estadão

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Produtores semeiam sustentabilidade

Bloco 01

Bloco 02

Fonte: Good News

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