Algodão colorido da Paraíba terá selo de procedência

Os produtos têxteis feitos de algodão colorido da Paraíba receberão um investimento de R$ 200 mil para elevar sua produção e competitividade.

Algodão colorido da Paraíba terá selo de procedência

O projeto da Coopnatural, formada por 35 cooperados de Campina Grande, foi um dos selecionados pelo Sebrae nacional para o Indicações Geográficas Brasileiras, após a solicitação do registro de produto com identidade regional.

Indicação Geográfica é a identificação de um produto ou serviço como originário de um local, região ou país, quando determinada característica e qualidade podem ser vinculadas essencialmente a esta questão. É uma garantia quanto à origem de um produto, já que deve ser produzido sob determinadas regras.

“Fazer parte dessa seleção dá notoriedade à região”, ressaltou o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae-PB, Fernando Ronaldo Araújo. Ele acrescentou que o Sebrae Paraíba estimulou empresas locais a participarem da seleção dos projetos. Além dos têxteis de algodão colorido, outros produtos paraibanos também estão sendo trabalhados para o Indicações Geográficas, como a renda renascença do Cariri, o arroz vermelho do Sertão, a carne de sol de Picuí e o labirinto da região de Chã dos Pereira.

Para a presidente da Coopnatural, Maysa Gadelha, essa seleção é de extrema importância para a Paraíba. “Vamos ter um produto com a nossa identidade e referenciado no mundo inteiro. Vamos mostrar para o mundo que o algodão colorido da Paraíba tem um selo que certifica a sua qualidade”, completou.

Dentre as ações do projeto da Coopnatural estão o registro da marca nos Estados Unidos e em países da Europa, o planejamento estratégico de marketing, a criação de um manual de identidade visual, uma pesquisa de mercado, dentre outras.

O interesse pelo registro de Indicações Geográficas é cada vez maior no Brasil. Vinte e quatro pedidos estão em análise no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O volume é três vezes maior que o número de autorizações concedidas pelo órgão desde 2002, quando foi autorizada a primeira região com a denominação, a do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul.

12 territórios brasileiros selecionados

Ao todo, 12 territórios foram selecionados dentro da Encomenda de Projetos de Apoio à Gestão das Indicações Geográficas Registradas e Depositadas. O Sebrae vai liberar R$ 1,7 milhão. São cinco territórios que já têm o registro: Vale dos Sinos, produtor de couro acabado; Paraty, fabricante da cachaça; Vale dos Vinhedos e Pinto Bandeira, que fabricam vinho; e Cerrado Mineiro, que produz café. E outras sete regiões vão receber o apoio para desenvolverem seus projetos: Goiabeiras (panela de barro), Litoral Norte Gaúcho (arroz), Pelotas (doces tradicionais e confeitaria de frutas), Cachoeiro (mármore), Norte Pioneiro do Paraná (café), Costa Negra (camarão) e Paraíba (têxteis de algodão naturalmente colorido).

Os valores individuais concedidos para cada região vão variar de R$ 50,8 mil a R$ 200 mil. Os produtores têm 24 meses para executar os projetos e implementar as ações previstas. Do valor total liberado pelo Sebrae, 50% estará disponível nos próximos dias. A outra metade será liberada em 2011, após a comprovação da execução de, no mínimo, 80% da primeira parcela.

O algodão colorido da Paraíba

O algodão colorido da Paraíba, chamado também de “algodão ecologicamente correto”, ganhou o mundo e o interesse de vários investidores e pesquisadores. O apelo ambiental da nova tecnologia foi o principal fator para agregar valor internacional ao desenvolver um produto sustentável, com apelo ético e com responsabilidade socioambiental.

Diferentemente do algodão branco convencional, o algodão colorido, desenvolvido pela Embrapa Algodão, vem de uma semente modificada plantada sem produtos químicos que origina a fibra com variações naturais de cores como verde e marrom e não provoca alergia. A certificação do algodão colorido orgânico da Paraíba segue o padrão da International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam) e atende à legislação de produtos orgânicos da Comunidade Européia e dos Estados Unidos.

A Coopnatural, fundada no ano 2000, gera em torno de 850 empregos diretos e indiretos e suas vendas para o mercado exterior representam 40% do total. A cooperativa trabalha desde o plantio do algodão colorido até a produção dos fios que trançam as peças de roupas que fazem uma releitura da cultura nordestina vinculada às tendências da moda internacional.

Fonte: Click PB

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Empresa lança lingerie de algodão orgânico

Embalagem das calcinhas e cuecas também é ecologicamente correta

Um dos modelos de "lingerie" feito com algodão orgânico

Nada melhor do que usar uma roupa íntima bonita e confortável. Mas, uma empresa promete acrescentar a isso um toque sustentável, lançando uma linha orgânica de calcinhas e cuecas.

A empresa PACT, em parceria com o designer Yves Behar, desenvolveu uma linha de lingeries sustentável. As peças são produzidas com algodão orgânico e todo o processo fabril é projetado para evitar desperdícios e materiais que agridam o meio ambiente.

O produto é feito na Turquia e possui todo o processo de confecção certificado, da colheita do algodão à produção.

A embalagem das peças também é sustentável, feita com tecidos reaproveitados da própria fabrica. A caixa utilizada para vendas é feita com plásticos biodegradáveis.

Apesar de todo o pensamento ecologicamente correto, os produtos contém 5% de elastano, material não orgânico, mas que aumenta a vida útil das calcinhas e cuecas. O próprio site da empresa pede sugestões de outros materiais orgânicos que substituam o elastano.

- Nós sabemos que não somos perfeitos, mas a sustentabilidade é uma jornada, não um destino.

Fonte: Ecod

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Feira de produtos orgânicos reúne agricultores em São Paulo

Bio Brazil Fair 2010 – Bienal do Ibirapuera – São Paulo/SP de 20 a 23/05 – das 11 às 20 hrs – Entrada Franca – Imprima seu convite em http://xr.com/convite  !

Começou, na quinta-feira, em São Paulo a Bio Brazil Fair, feira voltada para a divulgação e comercialização de produtos orgânicos. Em todo o país, mais de 15 mil produtores já adotaram esse tipo de cultivo.

Uma planta cheia de espinhos que lembra um cacto. Nativa da África, a aloe vera, conhecida no Brasil como babosa, começou a ser cultivada no sítio em Jarinu, no sudeste paulista, há mais de 20 anos.

O pai do empresário Thorsten Weltzien trouxe as primeiras mudas da Espanha. Toda a produção, que ocupa uma área de três hectares, é orgânica. Com o gel extraído da planta a família produz cosméticos orgânicos e produtos de limpeza naturais certificados.

“Os nossos produtos são 100% biodegradáveis. Eles se degradam em poucos dias no meio ambiente. Então, eles acabam não poluindo o meio ambiente”, falou Weltzien.

Os produtos feitos com a babosa colhida em Jarinu ganharam visibilidade e estão sendo mostrados na feira em São Paulo, na Bienal do Ibirapuera. É a Bio Brazil Fair 2010, importante mostra de produtos orgânicos e naturais que este ano reúne mais de 200 expositores de vários Estados brasileiros e até de outros países como a Itália.

Na linha de alimentos há doces, massas e bebidas. O camarão criado no Nordeste custa 30% mais do que o tradicional. “Nós trabalhamos com densidade menor, com conceito de sustentabilidade, tentando agredir menos o meio ambiente. Todos os insumos usados para a produção desse camarão são de origem orgânica certificada, de certificadoras idôneas. Já existe uma conscientização muito maior do cliente. Ele paga pela qualidade”, explicou Hauston Almeida, engenheiro de pesca.

Também dá para se vestir com roupas orgânicas, feitas com algodão produzido de forma ecologicamente correta. “Desde o plantio do algodão, através de uma semente que foi desenvolvida pela Embrapa que já nasce colorido. E a gente não aplica agrotóxico nesse plantio”, explicou Rogério Rodrigues, representante comercial.

“Não é um produto que a gente acha fácil, mas se tivesse mais opções eu, com certeza, consumiria”, falou Claudia Calorio, funcionária pública.

Os orgânicos movimentam por ano no Brasil cerca de R$ 500 milhões. A feira em São Paulo é aberta ao público, o que facilita os negócios entre consumidores e produtores. É uma enorme vitrine para a família Weltzien, que trabalha com aloe vera na propriedade em Jarinu.

“É um evento bem significativo para todos desse setor não só para ter visibilidade, mas para fazer novos contatos”, falou a empresária Becky Weltzien.

A feira termina no domingo.

Fonte: Globo Rural

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