Agricultura mais limpa e sustentável

vela1Na semana em que o mundo inteiro está atento às discussões sobre aquecimento global que acontecem em Copenhage, pesquisadores brasileiros da Embrapa- Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apontam algumas soluções para a reduzir a emissão de gases de efeito estufa da agricultura e fortalecer a produção agropecuária.“São ações mitigadoras fáceis de incentivar, basta que os agricultores usem o que já existe. Esse é o grande diferencial da agricultura brasileira”, diz o pesquisador da Embrapa, Eduardo Assad.

Para ele, a indústria mal planejada polui. Um carro mal regulado polui. Assim, a agricultura mal feita também pode poluir, “enquanto a bem planejada contribui para a redução dos gases”, destaca. Entre as técnicas de boas práticas agrícolas que ajudam a mitigar o gases emitidos pela agricultura o pesquisador aponta o plantio direto, que promove o cultivo sobre a palha deixada pela cultura anterior, sem a necessidade de remoção do solo.

Há também a integração lavoura-pecuária, sistema capaz de aproveitar, de modo mais intenso, as áreas aptas para o cultivo, com rotação de pastagem com lavoura, encurtando seu período de uso por ciclo de três a cinco anos das lavouras intensivas. Neste caso um bom manejo de pasto permite ao agricultor recuperar áreas consideradas ruins e emissoras de gases, melhorar as condições do solo e produzir grãos de boa qualidade.

Há também a fixação de nitrogênio no solo, uma técnica desenvolvida nos anos 80, quando um grupo de pesquisadores identificou uma bactéria que, inoculada na semente de soja, dispensa adubação nitrogenada e tira o nitrogênio do ar. Um dos principais gases que estão na atmosfera e podem provocar esse aquecimento é o óxido nitroso, liberado pela emissão do nitrogênio na adubação. Na substituição do nitrogênio pela bactéria, o óxido nitroso é bloqueado para retirar o nitrogênio da atmosfera. Essa dupla função mitigadora tem consequência determinante na redução dos gases efeito estufa.

Sobre a produção de metano por parte da pecuária sabe-se que a emissão por animal oscila entre 50 e 55 quilos de metano por ano. Se o agricultor preparar um bom pasto, bem manejado e recuperado, o balanço torna-se positivo. Assim, cessa a emissão e a quantidade de CO2 que os pastos retiram da atmosfera é suficiente para zerar e neutralizar as emissões dos bovinos. Outra ação simples é o plantio de árvores, que contribuem para o seqüestro de carbono e sua distribuição no solo.

Fonte: Planeta Agro

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Earth Song: Michael Jackson cantou a Terra que chora

O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem “Billie Jean”, nem “Beat it”, e sim a ecológica “Earth Song”, de 1996.

Michael Jackson, encarnou a lamentação do planeta pelo ecocâncer causado pelo ser humano e pelos conflitos bélicos oriundos da sanha sanguinária de exércitos como o israelense.

Muito oportuno no momento em que se discute em Copenhague um acordo para redução de emissões de CO2 visando diminuição das mudanças climáticas no planeta.

Earth Song. Ouça. Leia a legenda. Arrepie-se. Emocione-se!

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Resumo COP-15: primeira semana

cop 15Depois de vários meses de reuniões preparatórias e muitas expectativas (otimistas e pessimistas) a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15) teve início na segunda-feira, 7 de dezembro, em Copenhague, capital da Dinamarca. É lá que estão os representantes de 192 países, que tentam chegar a um acordo sobre as formas de combater as mudanças climáticas.

Os primeiros discursos no Bella Center buscaram pressionar os chamados líderes mundiais no que diz respeito à elaboração de um pacto climático global capaz de substituir o Protocolo de Kyoto. Em um dois momentos mais marcantes, o vídeo de abertura do evento procurou lembrar que “nós temos o poder de mudar o mundo”.

Enquanto o primeiro dia contou com reuniões técnicas e pouca emoção, o segundo ficou marcado por um texto que vazou para o jornal inglês The Guardian. A princípio, o esboço assinado pela Dinamarca, Reino Unido e Estados Unidos propunha mais poder para os países ricos, redução da influência da ONU nas negociações e o abandono total do Protocolo de Kyoto, mas horas depois as Nações Unidas esclareceram que o rascunho não passava de um “papel informal”.

Informações oficiais mesmo somente no quarto dia de COP-15, quando um esboço oficial foi divulgado na mesa da conferência. O texto propõe a limitação da temperatura do planeta entre 1,5ºC e 2ºC nas próximas décadas. Mais do que isso: cita que os países em desenvolvimento precisam se comprometer com metas de redução de emissões dos gases-estufa, a depender das quantias que receberão das nações ricas. O rascunho ainda será analisado.

Ações

A União Europeia (UE) informou que repassará US$ 3,5 bilhões (em três anos) aos países em desenvolvimento, no intuito de que eles possam combater às mudanças climáticas. Um dia antes, a ONG ambientalista WWF criticou publicamente a proposta da UE de reduzir em 20% suas emissões de CO2 até 2020. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, defende que um novo acordo climático deverá ter peso de lei no prazo de seis meses.

Quem surpreendeu em Copenhague foi à delegação de Tuvalu. Já ouviu falar? Pois é. Esse pequenino país-ilha da Oceania foi capaz de suspender as negociações durante algumas horas no dia 9. Na condição de um dos maiores afetados pelas mudanças climáticas, o país exige que um novo acordo mais restritivo do que o assinado em Kyoto seja estabelecido.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou que a década 2000-2009 deverá ser a mais quente dos últimos 160 anos. Atualmente, o ano de 2009 é o quinto mais caloroso desde 1850, quando a entidade passou a monitorar o clima do planeta. Os dados detalhados serão apresentados na COP-15.

Em Copenhague, o setor de aviação se comprometeu a reduzir suas emissões de gases-estufa em 50% até 2050. A proposta também inclui melhorar a eficiência do combustível usado em aeronaves em 1,5% ao ano até 2020, por meio de investimentos em biocombustíveis.

E a postura dos países ricos na COP-15 está longe de agradar ao governo brasileiro. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, classificou as metas tímidas de algumas nações como um “jogo de cena”. A Câmara dos Deputados aprovou a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) – medida que deverá ser destacada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Dinamarca. A Presidência da República, por sua vez, lançou um site para divulgar a participação governamental no evento.

Já que o assunto é Brasil, o secretário-executivo da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, afirmou que os governos ricos devem apoiar os projetos de mitigação das mudanças climáticas do país.

Também merecem destaque as manifestações da sociedade civil organizada por todo o mundo, com o objetivo de que os líderes mundiais sejam sensibilizados pela situação atual do planeta, e entrem num entendimento até o dia 18 deste mês, quando termina a COP-15. Na próxima sexta-feira, você fica por dentro do resumo completo da semana decisiva da convenção de Copenhague!

Fonte: Ecod

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