Comida viva e terapias alternativas harmonizam vida de habitantes e turistas em Sedona – EUA

Terapias locais recorrem ao uso de cristais para equilibrar a força vital. Nos tramentos com base em rituais indígenas, a terra vermelha é usada para desintoxicar o corpo e os cristais são considerados pedras mágicas.

O estilo é paz e amor. Sabe aquela história de mente e corpo conectados com a natureza? Isso é a cara de Sedona. Faz sucesso, na cidade, um tipo de alimentação especial: a comida viva. Nada pode ser cozido, frito ou assado. Tudo tem que ser de origem vegetal.

Uma família de visitantes decidiu, há algum tempo, só comer comida viva. O pai Bruce, a mãe Linda e o filho Sequoia, de seis anos. Linda diz que eles vieram para Sedona há alguns meses porque a cidade é um lugar de cura. Conheceram a comida viva e adoraram.

Ao mesmo tempo que você tenta ganhar mais energia com a comida viva, você precisa também equilibrar a alma. Em Sedona praticamente todo mundo é um pouco especialista nisso. Até o Bruce. Primeiro ele usa uma espécie de sino de cristal para analisar a minha energia.

Eu nem chego a entender o que estou sentindo quando ele me propõe uma outra experiência energética. Bruce inventou um programa de computador que, segundo ele, faz com que a gente viaje ao passado e durante esse processo entenda melhor as nossas fragilidades. O processo faz efeito. Glória conta que sentiu uma energia passar dos cristais ao seu corpo.

Pensa que acabaram as descobertas do mundo místico de Sedona? Temos um encontro mais estranho ainda: com um xamã. Mas ele parece muito mais um índio moderno.

Convidada a entrar na casa do xamã, a repórter afirma que nunca havia visto um lugar como aquele. Ele conta que ajuda as pessoas a limpar o caminho e revela que consegue fazer uma conexão entre as pessoas e a divindade, ou a fé, ou aquilo que elas acreditam.

O Xamã pede que Glória o acompanhe até o lugar sagrado e sugere que, antes de caminhar, ela olhe para as pedras e escolha uma. A repórter escolhe a maior de todas, no formato de um coração.

Eles chegam ao alto de uma montanha, num lugar que é um círculo e Glória encontra uma pedra praticamente idêntica a pedra escolhida por ela, anteriormente na casa dele, e se impressiona.

Glória pergunta como ele explica essa coincidência. O xamã diz que a resposta está dentro do coração dela, que ela precisa entender e interpretar as mensagens da natureza.

O círculo, segundo ele, amplifica a força do universo. Para demonstrar o que está dizendo, ele faz o mesmo teste com a repórter e com o Adriano, o técnico da equipe. Seguramos uma pedra qualquer em uma das mãos enquanto ele testa a resistência. Ele repete a prova com uma pedra retirada de dentro do círculo. Agora a resistência de ambos é muito mais forte.

“É impressionante, a primeira vez ele me derrubou com muita facilidade e agora com a pedra pequena a resistência foi contra ele, eu tive muito mais força. e ele não conseguiu me deslocar. Impressionante”, constata Adriano.

E continuamos tentando decifrar os segredos de Sedona. Afinal por que essa cidade atrai tanta gente que está procurando uma nova direção na vida? A paisagem de Sedona transmite a sensação de paz e tranquilidade. O lugar é um spa para você curar o corpo, o espírito, a alma. E alguns dos tratamentos são com base em rituais indígenas. Glória resolve testar o tratamento.

A fumaça é para purificar. As penas, para diminuir o estresse. E o som do tambor serve para ampliar os espaços, abrir caminhos. Em Sedona, todos os tratamentos são ligados a natureza. A terra vermelha da cidade é usada para desintoxicar o corpo. E os cristais são considerados pedras mágicas.

O tratamento ao qual Glória se submete é todo a base de cristais para equilibrar o corpo. Na verdade, em Sedona, se diz equilibrar os chacras, que são os pontos essenciais do nosso organismo. É um tratamento super simples que qualquer pessoa no Brasil pode fazer. Nós brasileiros somos um dos maiores produtores de cristais no mundo.

Primeiro, no rosto da repórter, é aplicado um creme com quartzo, ametista e turmalina, para limpar a pele e intensificar a força vital. Outra coisa muito simples é um óleo de babosa que, no Brasil, é a coisa mais fácil se encontrar.

Cristais em cada ponto de energia do corpo complementam o tratamento. Eles servem para trazer amor, compreensão e paz. Não custa nada acreditar.

Fonte: Globo Repórter

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Suco de uva é o elixir da longevidade no Rio Grande do Sul

Mesmo ingerindo uma quantidade razoável de gordura saturada, idosos da região conseguem equilibrar a saúde devido aos antioxidantes e protetores genéticos existentes no suco da fruta.

O importante é ter bom senso. E se o guaraná é a uva do norte, vamos ver como envelhecem as pessoas, no Sul, e que tomam suco de uva todo dia.

Tereza Torri e seu Joaquim Torri, de 81 anos. São casados há 53 anos e os dois são descendentes de italianos. Famílias grandes, sustentadas com muito trabalho duro na roça. Joaquim diz que começou a trabalhar aos dez anos, carregando grandes balaios de uvas. A esposa conta que cuidava da casa, da horta e dos animais.

Eles já têm 80 anos de idade, e preparam o almoço: polenta, verduras e salame frito.

Quando perguntados sobre o que os médicos dizem a respeito da alimentação deles a vida inteira, a base da polenta e linguiça frita. Joaquim é radical: “é tanta coisa que eu nem escuto”.

Nos testes, assim como Neves e Iracildes em Maués, Joaquim e Tereza mostraram que estão firmes e fortes. “Depois do 75, você pode tirar do chão quatro quilos, levantar e estender. As frações negativas da gordura saturada que poderia fazer mal para eles, são compensadas com os antioxidantes que têm no suco da uva. A maioria toma suco de uva e toma vinho. Então, eles se encharcam de antioxidantes e protetores genéticos e moleculares”, afirma pesquisador.

Será esta a receita de longevidade de Joaquim? Para quem não pode com álcool, nem com açúcar, os pesquisadores tem uma sugestão: suco de uva ligth feito em casa.

“A melhor uva é aquela mais escura, justamente que o preço é bem econômico e que a gente pode encontrar em grande quantidade, principalmente na época da safra”, dia Ivana.

Basta ferver a uva – pra cada quilo, dois litros de água. O primeiro suco é bem doce. Reserve a polpa, deixe na geladeira por duas, três horas. Na segunda fervura, o suco tem só 1% de açúcar e duas vezes mais antioxidantes, depois, basta coar.

Ele não tem açúcar, mas o sabor da uva continua. E você, já escolheu a sua receita de longevidade? A resposta pode estar em suas mãos.

Fonte: Globo Repórter

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Especialista afirma que guaraná em pó protege contra o câncer

Segundo, Ivana Mânica da Cruz, biogerontóloga da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) o guaraná guarda propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e antitumorais.

 

Qual o segredo da longevidade? Muita gente busca o elixir da juventude, uma poção mágica, quase um milagre. Será possível mudar nosso destino genético? Cada um de nós tem um mapa traçado no DNA. Mas as pesquisas indicam novas direções e comprovam que a linha da vida pode tomar outros rumos.

Quem não tirou a sorte grande ao nascer, pode sim, contornar a genética. Tudo depende das escolhas. É como se a vida fosse uma estrada com vários caminhos. Atividade física e boa alimentação levam à trilha mais longa. Quem escolhe o caminho contrário, pode terminar a viagem mais cedo.

Para a maioria, os genes representam apenas 30 % da extensão da vida, já os outros 70 % dependem de nós. Quanta responsabilidade em nossas mãos. Nem todos alcançam a terceira idade em tão boa forma.

O número de idosos na cidade de Maués, no Amazonas, chamou a atenção de um grupo de pesquisadores. Há um ano, eles tentam descobrir o que faz esses idosos viverem tanto tempo.
Os doutores Ivana e Euler já têm uma pista, o diferencial pode estar na dieta amazônica.

“As pessoas comem o peixe tirado do rio e fazem muito exercício. Eles não tem estresse e tomam guaraná. Será que essa é a dieta amazônica da longevidade? nós estamos em busca disto”, diz Euler Ribeiro, médico gerontólogo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Ivana e Euler são especialistas em longevidade e a cada visita aos voluntários, eles se surpreendem.

“O pessoal se admira que eu consigo ficar de cócoras!”, conta Luiz das Neves, de 80 anos.

Neves se orgulha da façanha. Aos 80 anos os testes de flexibilidade e força são feitos como se estivessem apenas conversando. Já o teste de memória é mais difícil para o ele, tal como uma oração, ele conta os muitos filhos.

Neves é o retrato do ribeirinho da Amazônia. Ele vive em uma casa com Iracildes das Neves, de 67 anos, há quase 50 anos. A comida é farta: peixe fresco, frutos da floresta e farinha. Para cuidar da plantação, longas caminhadas e muita atividade física. Neves trabalhou a vida inteira no guaranazal da família. Foi isso que chamou a atenção dos pesquisadores: o guaraná. Muito comum em toda região de Maués. Todo dia, assim que acorda, Neves bebe guaraná.

Veja a receita de Neves:
Água fresca e limpa. Guaraná pensado em um bastão, que ele rala na hora. Meia colherinha com um pouco de açúcar e pronto.

Saúde é o que não falta em Maués. A família Levy vai longe. São oito irmãos. E a casa dos 80 parece muito confortável para estes senhores e senhoras de respeito. O guaraná, é claro, não pode faltar. Foi o que o pai ensinou. Ele chegou a trabalhar como provador da bebida tão apreciada por aqui, mas os irmãos Levy aprenderam muito mais do que cuidar da alimentação.

“Primos meus que bebiam e fumavam já morreram, tinham a mesma idade que eu. Eu nunca bebi, nunca fumei. Então a pessoa tem que cuidar da vida, eu acho que seja assim”, conta Samuel Levy, de 75 anos.

Até que ponto o guaraná deu uma forcinha aos genes da longevidade da família Levy? Estilo de vida ou destino genético? É o que cientistas estão verificando em um laboratório do outro lado do país. Os exames de sangue feitos em Maués, estão ajudando a descobrir o que o guaraná tem de tão especial. Da mata lá na Amazônia, as amostras foram para a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul e os primeiros resultados destes testes são animadores. Eles compararam os idosos de Maués que tomam guaraná, com os que não tomam.

“Tem menos freqüência de obesidade, de hipertensão, colesterol e triglicerídeos altos, tudo isso. Mas será que é o guaraná mesmo? Porque tem um monte de outras coisas em Maués. Por isso os pesquisadores estão testando no Rio Grande do Sul. Pois a maior parte das pessoas não consome guaraná na sua vida diária. E é por isso que os pesquisadores testam o efeito do guaraná em condições controladas de laboratório”, afirma Ivana Mânica da Cruz, biogerontóloga da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Os testes com os voluntários do Sul mostraram que o guaraná tem mesmo ação antiobesogênica. “O guaraná, assim como outros antioxidantes, como o resveratrol presente na uva e a vitamina C, tem efeitos no controle da entrada da glicose para dentro da célula, que é a primeira etapa para gente se tornar obeso”, afirma Ivana.

Mas, cuidado. Guaraná demais é um perigo, Principalmente para quem tem insônia, ou é hipertenso.

Assim como uma pessoa diabética não deve tomar o famoso suco de uva, porque tem muito açúcar, para algumas pessoas o guaraná por certo é contraindicado. O guaraná é um alimento ´3 em 1´ porque guarda as propriedades do café, a cafeína, que tem função antioxidante, as propriedades do chocolate, que são a teobromina e a teofilina, que tem propriedades vasodilatadoras e as catequinas do chá verde, que guardam as propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e antitumorais”, explica Ivana.

Fonte: Globo Repórter

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