Análise do grau de conhecimento do consumidor diante da rotulagem de alimentos

O presente artigo aborda o intuito das campanhas de comunicação para os produtos diet, light, transgênicos e orgânicos, atributos específicos de cada produto que estão presentes nos rótulos dos produtos e que precisam ser corretamente informados para o consumidor alvo.

Consumidor tem o direito de saber exatamente o que está comprando, através do rótulo do produto

A temática se envolve no nível de entendimento dos consumidores sobre estes produtos no mercado. Será que o consumidor sabe definir corretamente estes produtos

 O consumismo é marcado pelo conjunto de indivíduos que participam da vida econômica da nação, portanto, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, esta participação é o eixo que move a vida econômica da sociedade. Cada vez mais percebemos as mudanças no comportamento de compras do consumidor associado à quantidade e qualidade, não por necessidade, mas por valores e identificações com o produto. Portanto, qual o impacto que a nova rotulagem e identificação de alimentos transgênicos proposta pela legislação brasileira terá no comportamento do consumidor?

 Em resposta, nos últimos anos os avanços do agronegócio no Brasil permitiram ao país a consolidação como um grande fornecedor global de alimentos principalmente em decorrência dos avanços genéticos proporcionados pela pesquisa exploratória. Também tem -se expandido a quantidade de informações disponíveis para o consumidor nos diversos veículos de comunicação e mídias. Tornando a mídia um instrumento muito poderoso para divulgação das novas tendências dos produtos deste mercado. Neste contexto a população esta cada vez mais preocupada com a relação á procedência dos alimentos e reflexos sobre a saúde e meio ambiente, ou seja, a preocupação do consumidor pela busca da maior qualidade de vida.

 A mídia tem despertado o estimulo dos consumidores por produtos diferenciados destacando cada vez mais a importância da composição nutricional dos alimentos. Estes produtos especializados procuram atributos para satisfazer consumidores que estão preocupados com a saúde e a forma física e a busca pela exploração de nichos, passando a valorizar a busca pelo corpo perfeito e saudável. Podemos afirma que o canal de comunicação é um agente que influencia as informações na mente do consumidor associando certo tipo de valor e identificação com o produto.

 Na segunda metade da década de 90, o consumidor brasileiro repensou seu modo de consumir se preocupando mais com a qualidade dos alimentos que compram. O marketing destes produtos deve estar bem traçado em uma definição estratégia, ao contrário uma má campanha publicitária poderá comprometer todos os esforços desenvolvidos ao longo de toda a cadeia de produção. As pesquisas desenvolvidas detectaram que grande parte dos consumidores entrevistados não sabem o verdadeiro significado das informações nos rótulos dos produtos. O principal problema abordado é a diferença entre diet e light muitos consumidores definiram os dois produtos com a mesma finalidade.

 Por fim, podemos destacar a alternativa para os consumidores devido à evolução das atividades comerciais. As embalagens passaram a acumular funções superando inicialmente as necessidades de manuseio no transporte e conservação dos produtos, a nova exigência agora das embalagens atualmente é a rotulação das informações. As embalagens precisam se tornar mais funcionais em termos de comunicação de informações agregando maiores facilidades para manuseio das informações dispostas nos rótulos.

 As embalagens transformaram-se em um importante veículo de comunicação, informação e sedução para o consumidor é há pouco grau de conhecimento do consumidor diante da rotulagem de alimento.

Autora: Nayara Nogueira Silva

E-mail:  nayara.n.silva@ufv.br

 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

RODRIGUES, Anderson C.; RODRIGUES, Isabel C. Análise do grau de conhecimento do consumidor diante da rotulagem de alimentos: um estudo preliminar. XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Curitiba – PR, 23 a 25 de outubro de 2002.

Fonte: Portal Administradores

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Nosso arroz a salvo!‏ Ao menos por enquanto…

Bayer recua e retira o pedido de liberação do arroz transgênico. Pelo menos por enquanto, o tradicional arroz com feijão do brasileiro está a salvo.

Usando uma máscara com o rosto da ministra, uma ativista do Greenpeace distribuiu para os membros da CTNBio arroz doce, representando o arroz transgênico.

A Bayer CropScience retirou hoje o pedido de plantio e venda do arroz  transgênico Liberty Link (LL62) à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Com isso, fica suspensa, pelo menos por enquanto, a entrada da variedade geneticamente modificada no mercado brasileiro. O anúncio da decisão ocorrerá oficialmente amanhã durante a plenária da CTNBio, a ser realizada em Brasília.

Há mais de 15 meses em pauta, a liberação do arroz transgênico LL62 é um pedido da Bayer, empresa química alemã que produz farmacêuticos, agrotóxicos e sementes transgênicas, entre outros. Se fosse aprovado, o Brasil seria o primeiro país do mundo a produzir e consumir arroz transgênico.

Tentar empurrar uma variedade transgênica goela abaixo do brasileiro é um desrespeito. Ninguém quer esse arroz”, afirma Iran Magno, coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace Brasil. Até hoje não foram apresentados estudos que garantam a segurança da saúde humana, da biodiversidade e do ambiente com a introdução dessa variedade.

A Bayer divulgou em seu site uma nota esclarecendo a retirada. Alegou a “necessidade de ampliar o diálogo com os principais integrantes da cadeia de produção no Brasil”. Bem sabemos que, na realidade, os produtores não mudaram a sua posição inicial contrária a variedade.

Em audiências públicas anteriores, promovidas pela CTNBio, a posição dos produtores era clara e pesquisadores da Embrapa também apontavam que a variedade não traria vantagem alguma. A Federarroz, entidade que representa produtores de arroz do Rio Grande do Sul, que produzem cerca de 70% do arroz brasileiro, ressaltou que o arroz transgênico representa um risco para as exportações brasileiras. A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) também se posicionou contrária.

“Do jeito que a Bayer se esforça para aprovar esse arroz, mesmo com toda a controvérsia envolvida, eles podem colocar o pedido de novo na pauta da CTNBio. Vamos acompanhar de perto”, completa Iran.

O histórico da Bayer com o arroz geneticamente modificado não é dos melhores. Três variedades de arroz transgênico cultivadas em campos experimentais contaminaram, em 2006, os estoques nos Estados Unidos, com impacto negativo na indústria de arroz americana, que viu os mercados internacionais fecharem as portas para o seu produto.

O relatório publicado pelo Greenpeace em janeiro deste ano denominado “Colapso na Indústria de arroz”, denuncia a contaminação dos estoques mundiais de arroz com os tipos LLRrice601, Bt63 LLrice62 desenvolvidos pela Bayer Cropscience e não aprovados para o consumo humano ou animal em diversas partes do mundo.

As principais empresas que comercializam o cereal no Brasil – Camil, Yoki e Josapar (empresa responsável pela marca Tio João) –, declararam em cartas ao Greenpeace publicadas no mesmo relatório que não compram ou vendem em nenhuma hipótese arroz geneticamente modificado, bem como não financiam pesquisas ou eventos relacionados a Organismos Geneticamente Modificados (OGM). As três brasileiras e outras de diversos países declaram acreditar que o consumidor não está seguro com relação à agrobiotecnologia utilizada nesse tipo de arroz.

Fonte: Greenpeace

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Kellogg retira das prateleiras 28 milhões de caixas de cereais nos EUA

Todos os indícios levam a crer que tais cereais estão contaminados com organismos geneticamente modificados; os transgênicos. Tome uma atitude em defesa de sua saúde; exija produtos isentos de transgênicos!

Kellogg retira das prateleiras 28 milhões de caixas de cereais nos EUA

NOVA YORK, 25 Jun 2010 (AFP) – O grupo de produtos alimentícios americano Kellogg anunciou nesta sexta-feira que retirou do mercado cerca de 28 milhões de caixas de cereais que tinham “gosto e cheiro estranho” nos Estados Unidos.

A Kellogg anunciou em comunicado que a ação foi decidida após uma “consulta” à agência de alimentos (FDA), e que “alguns consumidores sofreram sintomas passageiros, como náuseas e diarreia“.

A retirada de mercado abrange quatro tipos de cereais: Kellogg’s Apple Jacks, Kellogg’s Corn Pops, Kellogg’s Froot Loops e Kellogg’s Honey Smacks.

“Pedimos desculpas a nossos consumidores e a nossos clientes, e trabalhamos com rapidez para fazer com que os produtos afetados sejam rapidamente retirados das prateleiras”, afirmou o diretor da Kellogg, David Mackay, citado no comunicado.

Segunda a BBC, mais de 80% da soja, do milho e do algodão cultivados nos Estados Unidos são transgênicos.

A Kellogg se comprometeu a não utilizar transgênicos em seus produtos vendidos na Europa: “Este compromisso com o consumidor é válido para o uso de cereais, assim como de outros ingredientes vendidos na Europa. A Kellogg está ciente da opinião do consumidor europeu e, portanto, não utiliza milho ou soja transgênicos, nem seus derivados, nos cereais matinais vendidos na Europa. Em relação ao milho usado pela Kellogg para os cereais matinais na Europa, utilizamos uma variedade especificamente cultivada na Argentina. Continuaremos garantindo que a origem do produto não é geneticamente modificada. Todos os produtos vendidos pela Kellogg na Europa não contêm qualquer ingrediente derivado de matéria-prima transgênica”. (Carta ao Greenpeace, janeiro de 2004)

Recall de cereais da Kellogg não engloba o Brasil

O recall dos cereais da Kellogg não engloba os produtos distribuídos no Brasil. Segundo as informações da assessoria de imprensa da empresa no país, o chamado é restrito aos produtos vendidos nos Estados Unidos.

Segunda a revista VEJA, o Brasil só começou a colher milho transgênico no ano de 2009, e a nova cultura já corre risco de extinção. A Kellogg; um dos maiores compradores do grão não quer saber de transgênicos. Juntas, a Kellogg e a PepsiCo, pediram ao presidente da associação dos produtores de grãos convencionais, César Borges de Souza, garantia de suprimentos anuais de 200.000 toneladas. As empresas não querem ser obrigadas a aplicar em seus produtos o selo T, que discrimina os produtos transgênicos.

Fontes: AFP / MSN Notícias / Relatório Greenpeace Mercado Europeu

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